sexta-feira, junho 21, 2024
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4 mudanças que podem ser percebidas durante um eclipse solar

Para os povos antigos, os eclipses solares eram encarados com certo temor. Hoje já entendemos o que explica a sua ocorrência, e também somos capazes de estimar quando eles deverão ocorrer. Mas apesar de termos uma melhor noção sobre o tema, há alguns eventos percebidos simultaneamente a esse fenômeno e que despertam curiosidade e estranhamento na mesma medida.

“Aparição” dos Planetas em Meio à Escuridão

Neste ano, o “eclipse solar” que ocorrerá em 8 de abril deve favorecer a visualização de Vênus e Júpiter. A redução da emissão da luz solar numa determinada área propiciada pelo eclipse total favorece a visualização de outros astros, e o mesmo se aplica a outros planetas do sistema solar. Inclusive, a oportunidade de ver Saturno, Júpiter, Marte e Vênus no eclipse solar total que ocorrerá este ano tem motivado muitos a acompanhar o evento.

E como de quebra o sol se encontra em sua fase de maior atividade, há expectativas da possibilidade que uma grande ejeção de massa coronal seja observada.

O próximo eclipse solar total será visível na América do Norte, e com receio que um grande contingente populacional se desloque para regiões do interior, habitualmente mais vazias e despreparadas para receber a multidão, os governos locais estão pedindo que as pessoas estoquem alimentos e evitem sair de casa durante o dia 8 de abril, o que nos leva ao próximo tópico.

Falhas na Transmissão de Dados

Falhas na transmissão de rádio podem ser percebidas durante um “eclipse solar”. Se um grupo de pessoas se deslocar para um local em que o eclipse é mais visível, devido à maior demanda, pode acontecer das redes de comunicações ficarem sobrecarregadas, levando a apagões na internet, por exemplo. Ou seja, o eclipse também pode se tornar sinônimo de um dia caótico nos dias atuais.

Interferências nas ondas de rádio também figuram como outro tipo de falha que ocorre durante os “eclipses solares”, no entanto, o motivo por trás disso ainda não é inteiramente compreendido.

Fato é que o bloqueio da emissão de luz solar, ainda que restrito a uma área e limitado, provoca variações na ionosfera terrestre, afetando a transmissão. Neste ano, teremos uma nova tentativa de monitorar como isso deverá ocorrer para encontrar novas pistas.

Animais Ficam em Alerta

A observação dos animais se mostra importante nesses momentos, pois eles também reagem ao “eclipse solar” total da sua própria maneira. Como exemplo disso, algumas espécies de aves se reúnem em bandos. Alguns pássaros noturnos também podem começar a cantar. E uma vez que a escuridão do eclipse domine, aves diurnas tendem a interromper o canto, possivelmente pensando que a noite já chegou.

Dentre os artrópodes, há aranhas que desmontam suas teias quando o “eclipse solar” está em seu ápice. Esse fato é encarado com surpresa, já que elas sequer costumam fazer isso durante a noite.

Os chimpanzés, por outro lado, apresentam um comportamento mais parecido com o nosso: procuram ficar num local bem posicionado para observar o sol ofuscado pela Lua — o que definitivamente não é recomendado para nós, humanos, que temos olhos mais sensíveis, pois olhar diretamente para o sol sem proteção adequada leva à cegueira.

Queda Acentuada de Temperatura

Um fenômeno chamado de “vento do eclipse” pode ocorrer, a depender da variação de temperatura proporcionada pelo “eclipse solar”. Possivelmente esse fator contribui para uma maior percepção dos animais que algo estranho está acontecendo. Durante um “eclipse solar”, a temperatura cai à medida que a luz solar é bloqueada pela Lua. Claro, isso é mais evidente se o eclipse ocorrer quando ainda faltam muitas horas para o fim do dia.

Neste caso, trata-se de uma mudança que se desdobra de forma mais rápida e intensa do que quando há nuvens bloqueando a visão do sol. Para se ter uma ideia disso, a redução de temperatura pode ser de até 12 graus Celsius durante o “eclipse”, sendo a maior variação percebida no período em que ele se encontra no seu ápice.

Como consequência dessa redução de temperatura, os ventos também se comportam de forma diferente e mudam de direção, já que o calor deixa de ser recebido e espelhado pela superfície. Mas depois que a luz solar volta a ser refletida no solo, tudo volta ao normal.

Conclusão

Ao percebermos as múltiplas facetas que um “eclipse solar” pode apresentar, desde a visibilidade de outros planetas até as reações singulares dos animais e as alterações climáticas momentâneas, ampliamos nosso entendimento sobre a complexidade e interconexão dos fenômenos naturais. A cada novo evento desse tipo, somos convidados a observar e aprender, renovando nosso fascínio pelo universo que nos cerca.

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