sexta-feira, junho 21, 2024
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Vacina experimental contra o câncer de mama triplo-negativo apresenta resultados promissores

Vacina experimental contra o câncer de mama triplo-negativo apresenta resultados promissores

No Brasil, estima-se que ocorram, em 2023, aproximadamente 73.610 novos casos de câncer de mama, o que torna crucial o desenvolvimento de tratamentos inovadores para combater essa doença que representa uma das principais preocupações de saúde entre as mulheres em todo o mundo. Nesse sentido, uma vacina experimental direcionada especificamente ao câncer de mama triplo-negativo, um subtipo agressivo e menos comum, mostrou resultados promissores na primeira fase de testes.

O câncer de mama triplo-negativo é conhecido por ser agressivo e afetar predominantemente mulheres com menos de 40 anos, sendo mais prevalente em latinas e negras. Esse tipo de câncer representa cerca de 15% de todos os casos de câncer de mama e está associado a mutações nos genes BRCA1 e/ou BRCA2, que desempenham um papel crucial na prevenção do surgimento de tumores.

Uma parceria entre a Anixa Biosciences e o Cleveland Clinic Cancer Institute, com financiamento do Departamento de Defesa dos EUA, resultou no desenvolvimento de uma vacina experimental para combater especificamente o câncer de mama triplo-negativo. De acordo com o Simpósio de Câncer de Mama de San Antonio de 2023, os resultados iniciais da vacina apresentaram respostas promissoras entre os participantes da primeira fase de testes.

Dos 16 participantes que receberam três doses da vacina, a maioria demonstrou um aumento significativo na resposta imune, principalmente nas células T, desde o início do tratamento. O presidente e CEO da Anixa Biosciences, Amit Kumar, expressou satisfação com o progresso e destacou que a vacina utiliza um mecanismo inovador no desenvolvimento de vacinas contra o câncer.

A vacina desenvolvida utiliza proteínas produzidas pelo próprio corpo, como a α-lactalbumina, encontrada em cânceres de mama triplo-negativos. Ao direcionar o sistema imunológico contra essa proteína específica, a vacina oferece proteção contra tumores que a secretam. Além disso, a presença de um adjuvante na vacina estimula uma resposta imune inata, fortalecendo a capacidade do organismo de inibir o crescimento de tumores emergentes.

Os resultados positivos da primeira fase estimulam a continuidade dos estudos, com os pesquisadores planejando as fases 2 e 3 da vacina. Será possível avaliar a capacidade da vacina de prevenir a recorrência do câncer em sobreviventes e determinar sua eficácia na prevenção do aparecimento inicial da doença.

O que você, leitor, já usou algum produto relacionado à vacina experimental contra o câncer de mama triplo-negativo? Já foi ao local dos testes? Deixe sua opinião nos comentários.

 

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