segunda-feira, junho 17, 2024
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Menino de 11 anos ouve pela primeira vez após uso de terapia genética

Um jovem menino de 11 anos tornou-se um marco na história médica ao ser o primeiro paciente a passar por um novo procedimento de terapia genética, permitindo-lhe ouvir sons pela primeira vez. Este avanço significativo abre portas para a transformação da vida de milhares de pessoas com perda auditiva congênita.

Desafios da surdez congênita

Menino de 11 anos ouve pela primeira vez
Menino de 11 anos ouve pela primeira vez

 

O menino em questão, Aissam Dam, nasceu com uma forma rara de surdez causada por uma mutação genética no gene da otoferlina (OTOF), afetando apenas cerca de 200 mil pessoas globalmente. Esse caso complexo exigiu dos pesquisadores uma abordagem cuidadosa, iniciando o tratamento pela orelha direita para garantir a segurança do paciente.

Avanços na terapia genética

Menino de 11 anos ouve pela primeira vez
Menino de 11 anos ouve pela primeira vez

O diretor de pesquisa clínica do Hospital Infantil da Filadélfia (CHOP), Dr. John Germiller, ressaltou a dedicação de mais de 20 anos dos pesquisadores na busca por novas técnicas de terapia genética para perda auditiva. Este progresso não só traz esperança para pacientes como Aissam Dam, mas também indica possíveis aplicações futuras para outras causas de perda auditiva infantil.

Procedimento cirúrgico e terapia genética

Durante a cirurgia, uma dose única de terapia genética experimental foi administrada diretamente no ouvido interno de Dam, utilizando um vetor viral inofensivo contendo o gene OTOF normal. A instalação deste gene funcional visa restaurar a transmissão de sinais das células sensoriais ao cérebro, permitindo que o menino ouça como uma pessoa ouvinte.

Resultados surpreendentes

Após quatro meses, o menino experimentou uma recuperação significativa em sua audição, passando de uma perda auditiva profunda para uma leve/moderada. Esta conquista não só trouxe alegria para a família de Dam, mas também demonstrou o potencial revolucionário da terapia genética na medicina.

Perspectivas futuras

O sucesso deste caso pioneiro abre caminho para novos ensaios clínicos e tratamentos similares. Outras crianças, como um menino de 3 anos em Miami e uma **menina** de 3 anos em São Francisco, estão sendo consideradas para o procedimento. Com a continuação dos avanços, espera-se que mais pacientes se beneficiem dessa tecnologia inovadora.

Você já conhecia a terapia genética como uma opção para a perda auditiva congênita? Se sim, o que achou dos resultados alcançados pelo menino de 11 anos? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo!

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